Paulo Martel constrói modelos 3D de proteínas no computador que poderão vir a tornar os medicamentos do futuro ainda mais eficazes

Sentado ao computador, Paulo Martel desenha moléculas, simula proteínas, constrói modelos 3D e sonha perceber, em detalhe, e com cada vez mais precisão, como funcionam as nossas ‘máquinas moleculares’. Mas o desejo de compreender os mecanismos que tornam possível a vida humana não nasceu na Universidade do Algarve, vem, porém, de muito mais longe.

Tudo começou aos 14 anos, quando, ainda no liceu, lhe ofereceram uma calculadora programável. O que, para qualquer miúdo da sua idade, poderia ter sido apenas mais um objeto de recurso à aprendizagem, tornou-se, para Paulo, um desafio.

Aprendi a programar com aquela calculadora. Achei aquilo fascinante mas, na altura, a programação era, para mim, um jogo, uma coisa que não tinha relação com nada. Eu ainda não percebia a relação daquilo com o mundo e com os meus outros interesses.

 

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