Conheça a história do investigador que escapou, por pouco, à morte nos atentados de Londres, assistiu, de perto, à eleição de Barack Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos, e trabalha hoje com grandes sequências de ADN para tentar controlar perigosas bactérias em ambiente hospitalar. Eis Pedro Oliveira. O português que descobriu um gene que, se eliminado, retira à bactéria Clostridium difficile a sua capacidade de infectar o Ser Humano.  

Da janela do Mount Sinai Hospital, em Nova Iorque, Pedro Oliveira regressa, todos os dias, a Portugal. Na memória, confessa-nos, «essa imagem da Ponte 25 de Abril, aquele pôr do sol…».

Após 7 anos de resiliência para manter-se como investigador em terras lusas, o cientista, que hoje trabalha num hospital americano e se afirma como uma referência na investigação em genómica a nível internacional, conta-nos que chegou o dia em que, simplesmente, percebeu que o país que o formara e que o vira crescer não seria capaz de oferecer-lhe a realização pessoal e profissional que tanto ambicionara.

«Costumo dizer que comecei a aprender as coisas más da vida um pouco tarde demais, tinha de ter aberto os olhos mais cedo». Hoje, de Portugal, guarda sobretudo a saudade, mas não esquece o amargo sabor da desilusão:  «Via pessoas que tinham menos curriculum do que eu, que tinham menos experiência, que se esforçavam menos, que tinham menos amor à camisola, ascenderem a posições permanentes…foi aí que pensei ‘este sítio não é para mim, vou-me embora’.»

Assim fez. Licenciado em Engenharia Biológica e Doutorado em Biotecnologia, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, Pedro Oliveira fez as malas e seguiu as pisadas de milhares de outros jovens que, respondendo ao apelo de um Governo que os incentivou a emigrar e a sair da sua zona de conforto, decidiram procurar no estrangeiro a aprovação e o reconhecimento para construir uma carreira de futuro.

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