Rudolfo Quintas é uma das mais jovens afirmações da arte digital em Portugal. Mas é o seu último projeto que está a dar que falar. O artista português criou uma instalação interativa, direccionada para invisuais, onde cada movimento e cada gesto contam. Ali, tudo é transformado em música e cada cego pode, a partir dos seus movimentos, criar, através do corpo, a sua própria melodia – única e irrepetível.

Rudolfo Quintas tem 37 anos e é um hoje um dos nomes mais proeminentes da arte digital em Portugal. Mas é o seu mais recente projeto que está a dar que falar. Para o artista, que confessa ter «um lado muito sensível e emocional» na forma como quer acrescentar coisas ao mundo, trabalhar, através da arte, com pessoas cegas, tornou-se, como ele próprio explica, um imperativo. «Quando vi aquela pessoa cega a experimentar a peça e, de repente, a transformar-se ali dentro, percebi, imediatamente, o impacto que este trabalho podia ter, percebi que tinha de continuar».

Para chegar a este projeto, onde cada gesto e cada movimento do utilizador correspondem a um som que ajudará, de acordo com a sua movimentação no espaço, a gerar uma ‘música’ única e irrepetível, o artista português teve como ponto de partida uma ideia principal: «E se a obra dependesse de nós? Da nossa informação? Dos nossos dados? Da nossa presença? Do nosso diálogo com ela…?».

Foi assim que nasceu Présence, a primeira instalação sonora, criada em 2014, e dada a conhecer ao público, entre outros espaços, no Adamastor Studios, em Lisboa.

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