Quando chegou à Universidade do Algarve havia pouco mais do que pinheiros e lama. Em 25 anos, Leonor Cancela montou um laboratório do zero, transformou peixes em respostas, dificuldades em soluções, escassez em criatividade e desenvolveu uma linha de investigação única em Portugal que nos permite, hoje, olhar as doenças ósseas através do “espelho” do peixe-zebra.

Diz o povo que «a necessidade aguça o engenho». Leonor Cancela é, na Universidade do Algarve, um exemplo disso mesmo. Se, como reza a lenda, a rainha Isabel transformou pão em rosas, bem se poderia dizer desta bióloga molecular que Leonor transformou peixes em respostas, dificuldades em soluções, escassez em criatividade, desenvolvendo uma linha de investigação única em Portugal que permite olhar as doenças ósseas através do peixe-zebra.

Para recuperar a história é preciso recuar mais de 20 anos, ao momento em que, após passagens por França e pelos Estados Unidos, onde trabalhara, na área do desenvolvimento ósseo, em instituições de referência, Leonor Cancela ‘aterra’ numa Universidade do Algarve onde parecia haver, praticamente, quase «só pinheiros e lama».

«Na altura a Universidade não tinha condições laboratoriais para fazer genética molecular e celular. Quando cheguei não havia nada. Lembro-me que até as pontas para pipetar tinham de ser lavadas. Não havia dinheiro, não havia meios…podia até haver vontade, mas não havia recursos».

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